Moradores de vilarejo na Indonésia confundem boneca inflável com anjo

Objeto foi encontrado por pescadores em praia nas ilhas Banggai. Mulher vestiu a boneca com um véu e a deixou sentada em uma cadeira.

Os habitantes de um vilarejo remoto da Indonésia encontraram uma boneca inflável em uma praia e acreditaram que o objeto era um ‘anjo’ que caiu do céu, informou a polícia local.

Moradores acreditaram que o objeto era um 'anjo' que caiu do céu (Foto: Indonesian Police/AFP)

Moradores acreditaram que o objeto era um ‘anjo’ que caiu do céu (Foto: Indonesian Police/AFP)

As notícias sobre a chegada do ‘anjo’ e o temor de que provocasse distúrbios levaram a polícia a investigar o caso. Mas quando os detetives chegaram ao vilarejo, perceberam que a situação não tinha qualquer relação com uma intervenção divina.

“Quando nossos agentes chegaram, eles viram que o ‘anjo caído’ era na verdade uma boneca, um brinquedo sexual”, disse à AFP o comandante da polícia local, Heru Pramukarno.

Mulher vestiu a boneca com um véu e a deixou sentada em uma cadeira (Foto: Indonesian Police/AFP)

Mulher vestiu a boneca com um véu e a deixou sentada em uma cadeira (Foto: Indonesian Police/AFP)

Pardin, um habitante do vilarejo que como muitos indonésios não tem sobrenome, encontrou a boneca no mês passado quando pescava nas ilhas Banggai, na região central da Indonésia.

A descoberta aconteceu um dia depois de um eclipse do sol na região, um fenômeno considerado espiritual na Indonésia, o país muçulmano de maior população do mundo, o que levou os moradores a relacionar os dois eventos.

Pardin levou a boneca, que estava parcialmente inflada, ao vilarejo. Sua mãe vestiu o ‘anjo’, colocou um véu e deixou sentado em uma cadeira.

A polícia decidiu intervir porque temia que a presença do ‘anjo’ provocasse distúrbios.

“Ouvimos muitas histórias, como a que o ‘anjo caído’ estava chorando quando foi encontrado. Naquela região não existe internet, não sabem o que é um brinquedo sexual”, disse Pramukarno.

Os policiais confiscaram a boneca e a levaram para a delegacia para evitar novos boatos.

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